quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Sim contra o Não

O ano que vem pode começar diferente para o povo do Pará.  Foi marcado para o dia 11 de dezembro o plebiscito que vai decidir o futuro do segundo maior Estado, em território do Brasil. Duas perguntas simples serão feitas aos eleitores e simples também serão as respostas que eles terão que dar, ‘sim’ ou ‘não’, para a divisão do Estado em três partes: Tapájos, Carajas e Pará.

O processo todo será bem objetivo, mas o impacto do resultado não será nem um pouco. De um lado o Sim, que tem, em sua maioria, moradores das duas partes que querem se dividir; do outro o Não, que tem como maioria os residentes no território que seria o novo Pará.

Veja aqui a diferença entre Plebiscito e Referendo 

No entanto, como aconteceu no referendo de 2005, famosos começam a emitir suas opiniões. Eles se expõem em redes sociais e em programas de campanha das duas frentes. Como tudo que falam repercute muito, isso vem gerando discussão sobre como  os famosos devem se portar diante dessa situação. Alguns acham um absurdo uma pessoa influente “meter o bedelho” em um assunto como esse. Outros acham que famosos são pessoas normais como todos nós e que têm o direito de expressar suas opiniões publicamente.

 A atriz Dira Paes, as cantoras Fafá de Belém e Leila Pinheiro e o jogador Paulo Henrique Ganso gravaram depoimentos a favor da não divisão, porém todos moram fora do Pará e não acompanham de perto a realidade do povo.

Paulo Henrique Amorim
A favor do Sim, o jornalista econômico Paulo Henrique Amorim deu o seu depoimento com propriedade, em uma entrevista veiculada na campanha televisiva explicando que não teria como não dar certo essa divisão. “A divisão de Estado não é um pioneirismo, uma experiência. A divisão já deu certo em outros lugares e não tem por que não dar certo aqui (Pará) também”, diz o Jornalista, exemplificando que a divisão já deu certo em Goiás e Tocantins que, 22 anos depois, ocupam lugares melhores na economia do país do que quando eram um só.

Ele fala também que não está na entrevista para pedir votos nem para um lado e nem para o outro. Diz, ainda, que sua opinião é como comentarista econômico e afirma que a divisão trará benefícios a todos: “a divisão só se justifica quando ela é boa pra todo mundo. Os ganhos são diferentes dependendo das necessidades de cada região. Acho que o Tapajós ganha muito ao eliminar a pobreza e com a criação de hospitais e faculdades se prepara para o futuro. O Carajás, com o governo mais próximo, pode reduzir muito o índice de violência e com seus rebanhos bovinos e frigoríficos vai crescer explorando suas verdadeiras vocações. E Belém vai dar um grande salto. Sem problemas financeiros, o novo Pará vai crescer. Tem aeroportos, indústrias, dendê, o mar e os portos. Dizer que o novo Pará não ganha com a divisão é um absurdo”, analisa.


Com essa entrevista, o Sim procura explicar ao povo do Pará o porquê, da divisão, enquanto o Não só tenta confundir e amedrontar eleitores apontando como possíveis sobras misérias e falta de emprego para o ‘Novo Pará’. As justificativas da separação estão muito mais claras e respaldadas por especialistas que todos conhecem e sabemos que isso mudará a realidade do sul e sudeste do estado, que está há tempos esquecido pelos governantes do atual Pará. Chegou a hora de mudar essa realidade.

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